Concepção e Direcção Artística | Mariana Tengner Barros
Co-Criação e Interpretação | André Mendes, Flávio Leihan,

Camila Neves e Susana Otero
Assistência à Criação, Figurinos e Vídeo | António Mv
Cenografia | Mariana Tengner Barros e António Mv
Música Original | Jonny Kadaver
Direção Técnica | João Teixeira
Produção | BCN

Estreia: Junho de 2014.

END OF TRANSMISSION de Mariana Tengner Barros

Os protocolos que propagam o desejo, ligado sobretudo à indústria e à pós-industrial, que galopa pela sociedade virtual, repleta de ilusões e armadilhas, pretende manter-nos num estado de entretenimento egoísta para que alguns possam triunfar no jogo perverso de que é feita a sociedade contemporânea.

End of Transmission é uma utopia em cena, num momento pós-apocalipse. Quando a máscara da máquina perdeu a força. A ilusão desapareceu. A tecnologia que conhecemos falhou. What you see is what you get: An Army of Ravers. A dançar. A dança como arma, como uma marcha. Marcha pela verdade.
A música é o som do Universo. O Universo soa a Teckno. Teckno Industrial, Negro."

 

OUTRO FORMATOS I

 

Joana von Mayer Trindade coreografará  “S A L T U S” solo para um bailarino que aborda intencionalmente as dimensões físicas, mentais, e simbólicas associadas à acção de saltar, ao salto enquanto conflito entre a vertigem de subir e a necessidade de descer. “Dançar em latim diz-se saltare, de saltus, le saut”. Uma transposição do movimento utilitário que se desenrola numa horizontalidade de evolução e de entropia para eixos de verticalidade que se contagiem em (re)voluções e (re)Será um solo, um “sozinhar”, um ser só em modus de salto/ saltus em toda a sua potência e impotência, possibilidade e impossibilidade, fragilidade e excesso, simplicidade e transe, normalidade e transgressão. Um saltar o salto. Iniciar-se-á de uma de forma quase impercetível, gradual, cumulativa, com especial relevo para as mínimas diferenças e imprevisibilidades despoletadas no acto e no modus de saltar. E para as passagens de um acto solitário para um acto capaz de agitar e contagiar o imaginário coletivo, também de queda em queda.

Tânia Carvalho coreografará “3” peça para dois bailarinos e uma bailarina onde trabalha o movimento nos corpos diferentes com os quais se cruza, não se agarrando a uma “ideia” focando-se nos corpos, no espaço e no que sente durante o processo criativo. Move- a o espaço vazio e as pessoas preenchendo com forma e ritmo.

Rogério Nuno Costa com “Eurodance” uma hecatombe geopolítica e tecno-emocional, um counting down a 190 BPM em direcção ao Fim do Mundo™, uma bad trip a bordo de um ravelião Hamburgo/Ibiza com escala elíptica no Pará e aterragem de emergência para combustível em Luanda, uma droga psicotrópica também conhecida por Azeitegeist™.

€URODANC€ canta em Brazileiro™, mas traz legendas em €-peu™. €URODAC€ rouba lyrics às profecias xamânicas de Sloterdijk e à filosofia alter-dogmática de Dr. Phil; rouba beats à ética pré-apocalíptica do movimento mashup e à moral anti-social do tecnobrega; e rouba artworks à estética re-re-re-realista dos Jogos sem Fronteiras e à est(ética) proto-post-pop da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. €URODANC€ é tecnotrónico, é clubístico, é pastilhado, é megalo-colonialista, é etno-musical, é bubblegum pop, é happy hardcore, é chipmunk, é autotune, é rave’ioli em lata, é vengaboys, é bota gel, é pisang ambon, é electropimba, é macarena, é di-rirá-rá-rá, é contemporary røcocó. €URODANC€ regressa a todos os pesadelos fin-desiècle, porque ambiciona uma correcção retroactiva da Realidade™: o Mundo acabou mesmo no ano 2000! €URODANC€ é por isso uma festa meteórica, em homenagem a todos os que (ainda) não morreram. Uma viagem de volta a 1994; uma viagem de volta ao Presente™.

O projecto reúne três criadores, três criações e três formatos; um solo, um trio e um quinteto. 

Direção Artística: Susana Otero

Direção Técnica: João Teixeira

Produção Executiva: Joana Ferreira

Intérpretes: Camila Neves, andré Mendes, Bruno Senune e Flávio Rodrigues

Apoio à criação e residência artística: Cama Municipal de Santa Maria da Feira e Feira Viva

Acolhimento: Centro Cultural de Milheirós de Poiares

Agradecimentos: Master Som, Visualight, Rafael Nogueira, Cirac, Companhia Instável, Convencional, Ponto Teatro, Sr. Alfredo, Jordann Santos, Mariana Tengner Barros, Jonny Kadaver e António Mv

 

Estreia: Centro Cultural de Milheirós de Poiares nos dias 19 e 20 de Dezembro de 2014.

Concepção, direção e coreografia: Joana von Mayer Trindade

Assistência à Criação: Hugo Calhim Cristovão

Interpretação: Almeida, América, Aurora, Célia, Gi, Isabel, Maria, Natividade e Teresa

Música Original: Paulo Costa

Fotografia: Silvana Torrinha

Direção Técnica: João Teixeira

Produção Executiva: Joana Ferreira/Ballet Contemporâneo do Norte

Design: Eduardo Ferreira

Duraçao: 40'

Estreia: Julho 2014

MENINAS

Meninas é um projeto arísttico comunitario de pesquisa interdisciplinar entre a área das Artes Performativas (Dança) e a Fotografia, do Ballet Contemporâneo do Norte em colaboração com o Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo com concepção, direção artística e coreografia de Joana von Mayer Trindade. Tem por objetivo lato promover a criação artística, a formação humana e o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e cognitivas das reclusas participantes. E por objetivo final a criação de um objeto artístico transformador e emancipados, partindo de paisagens que oscilem entre o real, o natural, o geométrico e o caótico, objetivo que nunca seriá viável sem a generosidade de cada uma das mulheres que nele se expõem. 

O trabalho fotográfico MENINAS, antecede e acompanha o trabalho performativo com o mesmo nome, que estreou no Centro Português de Fotografia do Porto. 

Convido-vos a fazerem um circuito de reflexão entre a exposição de fotografia e espetáculo. Ambos funcionam como objetos autónomos, mas pensados e realizados como um todo capaz de provocar quõeests relativas à relação intrínseca entre um segundo de movimento e um segundo de imagem, à efemeridade das artes performativas e à capacidade de eternização da fotografia, dentro do paradigma e dispositivo tanto espacial como contextual que é hoje em dia uma prisão."

Joana von Mayer Trindade

"Partindo  de um núcleo central, o trabalho coreaogrfico de Joana von Mayer Trindade com as reclusas do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, a minha jornada afotogrfica estende-se em 3 eixos: - o acompanhamento intensivo do processo criativo destas mulheres; - o trabalho direto com as reclusas, debruçado sobre o retrato e a auto reparesentaço: - aa representação do Estabelecimento Prisional enquanito edifcio casca de um motor interno férentico. Das sinapses que deriavaro deste cruzamento de eímstulos resulta um trabalho fotográficoá, ainda em aberto, onde pretendo reflectir sobre os processos  de criação nquanto agente capacitante e empoderador de todos os que nele participam. 

Esperando, como sempre, encontrar novos caminhos criativos na área que me compete e acrescentar valor à edificação de um projeto artístico para que outro o receba e processe. 

Silvana Torrinha