UMA DANÇA POR MÊS

 

Uma Dança por Mês... é uma proposta do Ballet Contemporâneo do Norte para o público de Santa Maria da Feira.

Como complemento à nossa programação, onde o público tem a possibilidade de ver dançar, nestes momentos, o espetador tem a possibilidade de experimentar a dança, as suas estratégias e modos de usar.

Estes encontros não são aulas, nem workshops mas espaços para experiências lúdicas e avulsas que procuram construir um público e dar-lhe ferramentas para se sentir mais próximo de um espetáculo de dança.

Este programa de encontros para todas as idades procura promover a construção de um lugar comunitário para a experimentação e entendimento da dança. Mais do que um suporte teórico aos espetáculos que propomos, como as habituais conversas pós espectáculo, propomos aqui antes um ciclo de experiências acessíveis que aproximam o espetador dos corpos que habitualmente vê dançar.

Todas estas atividades são abertas a todas as idades potencializando a contaminação do interesse e curiosidade pela dança e convidando os espetadores a trazerem consigo outros amigos ou familiares disseminando a sua curiosidade pela dança e alargando o nosso público.

Este é um ciclo de encontros de experimentação de uma determinada técnica ou prática de dança uma vez por mês num total de 8 meses ao longo de 1 ano.

Num momento que se constrói mais como um encontro do que um workshop e onde não existe obrigatoriedade de assiduidade contínua de um encontro para o outro, os participantes encontrar-se-ão com diferentes coreógrafos para experimentar, mais do que aprender, uma dança diferente em cada encontro alargando o seu entendimento daquilo que a dança pode ser.

Uma iniciativa: Ballet Contemporâneo do Norte

Com o Apoio do Cineteatro António Lamoso e da Camara Municipal de Santa Maria da Feira

Abril

Dança Oriental com Flor Coelho

Maio

Tai Chi com Diana Queirós

Aluna direta do Mestre Sérgio Terramoto (5º Duan Wei) do Tai Chi Center | Body, Mind & Spirit Wellness Center. O Tai Chi Center divulga o estilo Chen do Tai Chi Chuan da linhagem do Grão-Mestre Chen Zheng Lei (9ª Duan Wei) descendente direto da família Chen. 

Junho

Parkour com Vítor Coelho

O parkour consiste em chegar de um ponto a outro da forma mais rapida e eficiente ultrapassando os obstaculos utilizando apenas o corpo.

Esta modalida utiliza de movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar, combinadas com técnicas específicas que permitem aumentar a eficiencia e rapidez do percurso.

É uma atividade desafiante que explora não só as capacidades físicas dos praticantes como também as suas capacidades mentais.

Julho

Entre Aquilo que Sabemos com Rebecka Stillman

É um workshop de nível aberto focado na criação de um espaço entre aquilo que já conhecemos. 

Os participantes virão com suas próprias ideias sobre o que é dançar, com base no que viram ou experimentaram na dança. 

A oficina apresentará métodos de investigar o espaço entre e no meio deste conhecimento. 

Qual é a dança que ainda está por encontrar entre as que já conhecemos?

Setembro

Como Transformar um Assunto num Processo com Lito Walkey

Uma pesquisa sobre linguagem, performance e potencial tendo em vista a possibilidade de se ser disponível para se comprometer com o improvável. Esta oficina propõe operações de formulação, montagem e amplificação de feedback proporcionando convites, aberturas sugestivas, possibilidades, para mudar a coisa como está. Através da identificação de unidades fragmentadas de pensamento, movimento e texto, e fazendo mudanças deliberadas de endereço, modalidade e autoria, trabalhamos para expor o possível eclipse e oscilação de intenção, plano, imperativo, tradução, roteiro, acidente, preparação, desempenho e público.

Outubro

Authentic Solo Jazz com Pedro Vieira

O Authentic Jazz Dance, abreviado para Authentic Jazz, tem como raizes as danças Afro-Americanas surgidas nos finais de 1800. A modalidade teve o seu auge a partir de 1920, na época das Big Bands, tendo contado com alguns grandes nomes como Albert ’Al’ Minns e Leon James para a sua divulgação internacional. Pode ser dançado a pares ou a Solo e inclui passos do Charleston e outros que lembram um pouco o Sapateado. Usa-se o termo Authentic Jazz por constituir as raízes do Jazz, diferenciando-se bastante de danças Jazz modernas como a dança Contemporânea e o Ballet.

Novembro

Danças com peso, forma, cor com Dinis Machado

Partindo de experiencias sensorias em torno de práticas de massagens criativas. Dinis Machado vai desenvolver com os participantes ferramentas para a transformação de sensações, impressões e experiências em danças mirabolantes feitas a partir dos corpos específicos de cada um.

Dezembro

Ballet para Todos com Susana Otero

A Técnica Clássica sempre surge no imaginário coletivo como algo inacessível para a maioria.  Nesta sessão vamos desmontar, tentar perceber e experimentar que esta pode ser uma técnica interessante para todos os tipos de corpos e idades.

Uma nova criação para o Ballet Contemporâneo do Norte

De Elisabete Finger

Com Dinis Machado, Jorge Gonçalves e Susana Otero

 

Produção: Ballet Contemporâneo do Norte | Co-produção Weld 

 

Criado em residência no Imaginarius Centro de Criação Arte e Espaço Público (Santa Maria da Feira, PT) e Weld (Estocolmo, SE) 

 

Com o Apoio para Viagens do Instituto Camões/Embaixada de Portugal na Suécia e TAP

Duração: 30'

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NHAKA

 

Uma dança de pessoas, plástico, esferas, cabelos, um ex-pato e outras coisas que não sabemos. 

 

Um grupo improvável de pessoas e coisas diferentes chegam a um espaço vazio: três bailarinos, um casulo de plástico gigante, um conto de cabelo infinito, três ovos de metal e uma pena de um pato cor de rosa imaginário. Eles estão em contacto, chocando-se, cruzando-se, atravessando-se, transformando-se. Um ritual mágico ficcional, um recreio divertido ou um jogo enérgico.

Como um todo intrincado, esses materiais e corpos metamorfoseiam-se em diferentes constelações, formas, desformas, paisagens e imagens, abrindo possibilidades. Um lugar emocionante onde tudo vibra, onde pessoas e coisas têm uma relação mais horizontal e permeável num exercício de multiplicidade, abrindo uma sensibilidade muito mais ecológica, crítica e criativa. Um parque infantil onde corpos diferentes e específicos criam um jogo multifacetado do que são, o que podem fazer e no que podem transformar-se e tornar-se.