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dia #1

terça 08.09.2026

10h30-12h30

blackbox

M/6

Rítmos do Índico

Dinís Quilavei

workshop danças tradicionais moçambicanas

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Neste workshop, Dinís Quilavei partilhará alguns movimentos e singularidades das danças tradicionais Moçambicanas - mutxongoyo, ngalanga e limbondo - base dos seus desenvolvimentos artísticos.

Estas danças são manifestações culturais que expressam história, valores e costumes de cada região do país, transmitidas de geração em geração de forma oral e prática. Nascem, na sua maioria, nos ritos de iniciação masculina ou feminina, nas celebrações de colheitas ou acolhimento de um parente que estivesse de viagem por muito tempo.

Ngalanga (zona sul) é uma dança originária da região de Zavala em Inhambane, que data das guerras constantes que os chopes travaram contra os ngunis. Ngalanga celebra o regresso dos guerreiros após uma uma guerra da qual saíram vitoriosos. Tradicionalmente esta dança revela um carácter social, constituindo um factor de relevo para a manutenção da unidade tribal. Mutxongoyo (zona centro) era uma dança de acolhimento do filho que tinha ido trabalhar nas minas, uma manifestação de alegria da família pelo descendente regressado. Originária da África do Sul, foi trazida para Moçambique por anciões que para lá haviam emigrado a partir da região dos Machengues. Com o tempo, a dança passou a ser igualmente executada no período pós-colheita. Limbondo (zona norte) dança tradicional do povo Maconde, da província de Cabo Delgado, executada por homens e mulheres em cerimónias comemorativas para expressar felicidade. A dança é realizada em cerimónias festivas, como casamentos e outras festas comemorativas.​

Dinís Quilavei é um dos mais destacados bailarinos da cena contemporânea moçambicana. Artista multidisciplinar, transita entre dança, música, performance e teatro, com uma trajetória marcada pela fusão entre tradição e contemporaneidade.Formado pelo Instituto Superior de Artes e Cultura (ISARC), em Maputo, Dinís participou em projetos com nomes como Janeth Mulapa, Pak Ndjamena, Victor Hugo Pontes, Djam Neguin e Virgílio Sithole, e colaborou com companhias e instituições em Moçambique, Portugal, Espanha e Cabo Verde.A sua pesquisa artística tem como foco o corpo enquanto território espiritual e cultural, explorando o diálogo entre rituais moçambicanos e linguagens da dança contemporânea. Atualmente desenvolve um solo: Um corpo chamado templo.Também atua como formador, ministrando workshops de dança contemporânea e danças tradicionais moçambicanas em instituições como o Ballet Teatro do Porto, Estúdios Vítor Cordon, Companhia Paulo Ribeiro e Milorho Grupo de Dança.

14h30

nave central

Thinking through Making

Pedro Augusto

Instalação vídeo 

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Pequena série de videos performativos que pensam revelar o elo sentimental entre mãos e pedras.

ROTEIRO DAS EXPOSIÇÕES

Todas as exposições patentes no Encontro estarão abertas ao público para visita até ao dia 12 de setembro inclusivé. No dia 8 será realizado um roteiro pelas 3 exposições com uma apresentação de cada artista.

Pedro Augusto, trabalha como artista e compositor musical para as áreas da dança, teatro, performance e cinema. Tem um largo percurso fonográfico como produtor, engenheiro de som e editor em diversos álbuns de música portuguesa nas últimas duas décadas. 

É responsável pelo arquivo sonoro Found Tapes Porto, pelo projecto musical Live Low e pelo selo editorial ETAK. Nos últimos anos tem dedicado o seu trabalho à curadoria artística e à edição literária dentro das temáticas da música móvel, serendipidade e caminhada. 

Lecciona matérias sonoras na FBAUP, é investigador de doutoramento em Artes e membro do i2ads. 

15h45

nave central

Uma Década Sob Suspeita

Colectivo Suspeito

Exposição retrospetiva

O Colectivo Suspeito revisita os seus arquivos entre 2016 e 2026, processos marcados pela experimentação, pelo cruzamento disciplinar e por uma prática artística em constante deslocamento. Reunindo algumas obras, um arquivo de imagens e outros vestígios materiais, a exposição traça um percurso que atravessa diferentes contextos, colaborações e formas de expressão, comprovando um corpo de trabalho que se constrói entre a dúvida, a tensão e a reinvenção contínua.

ROTEIRO DAS EXPOSIÇÕES

Todas as exposições patentes no Encontro estarão abertas ao público para visita até ao dia 12 de setembro inclusivé.

No dia 8 será realizado um roteiro pelas 3 exposições com uma apresentação de cada artista.

Suspeito é um colectivo artístico formado por João Dias-Oliveira, Nuno Mota e Rossana Pinho Ribeiro. Gerado em 2016, é em 2018 que se dá a decisão de formalizar uma identidade após o desenvolvimento e concretização de vários projectos.
A sua produção surge principalmente sobre a forma da instalação e da cenografia, imbuída de uma carga muitas vezes performática. Desde 2020 que incorporam na sua produção tecnologia digital, aproximando-se assim da new media art. O seu corpo de trabalho apresenta uma relação de grande interdependência com a luz, a qual é usada como matéria de criação ou como recurso de potenciação do objecto. Apresentam também vários trabalhos onde a tridimensionalidade se cruza com som, sob a forma de texto narrado ou criação musical.
A abordagem à criação faz-se através de uma contínua exploração de temáticas variadas que procuram inspiração quer nas ciências sociais e humanas, quer em fenómenos naturais. A constante busca por conceitos, teorias ou factos que possam ser materializadas para provocar uma reação, procura não apenas representar, mas acentuar a dimensão poética dos elementos que participam no mundo que conhecemos, ou idealizamos.
O colectivo pretende assumir-se como uma prática artística que trabalha as relações de interdependência entre obra, receptor e espaço. Variando o método utilizado – seja por via da contemplação, interação ou imersão – o objetivo final tem como foco uma experiência sensorial relevante.

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17h00

quarto

45'

M/12

Reflexos da escuridão

Jordann Santos e Pedro Abreu

Instalação

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Nesta obra, Jordann Santos e Pedro Abreu apresentam uma criação a quatro mãos que aprofunda a investigação sobre os espectros da fast fashion iniciada por Santos em Cassandra (Ballet Contemporâneo do Norte, 2025).

Construída a partir de peças de vestuário negro de segunda mão, a escultura transforma o descartável em monumento. Cada fragmento carrega o traço das mãos que o coseram — frequentemente em condições precárias, como as reveladas pelo colapso de Rana Plaza em 2013 — e a memória dos corpos que o habitaram. O vestuário, mais do que fabricado, foi vivido: incarnado de suor, de movimentos maquinais, desejos e ausências. Estas peças funcionam como possíveis meta-figurinos — conceito explorado por Manuela Bronze —, que transcendem a sua função original para se tornarem portadoras de narrativas mais profundas sobre identidade, exploração e memória corporal.

O negro surge aqui não como ausência, mas como palimpsesto: uma superfície densa onde se acumulam narrativas de exploração, consumo acelerado e obsolescência programada. A peça evoca a hantologia de Jacques Derrida — o regresso insistente do que foi reprimido — e o "futuro cancelado" de Mark Fisher. São fantasmas têxteis que assombram o presente: formas orgânicas de raízes, lama viscosa, alcatrão e corpos petrificados in-vivo que emergem da escuridão como testemunhas de um tempo que prometia abundância e entregou ruína.

A colaboração entre os dois artistas é essencial. Enquanto Jordann Santos constrói a escultura como uma cenografia habitável de fantasmas, Pedro Abreu, através de um desenho de luz preciso e subtil, revela "os reflexos de uma escuridão". Na penumbra, a iluminação desvela os pigmentos ocultos no negro saturado, expondo a complexidade cromática e textural da peça. O que parecia opaco e uniforme ganha vida, revelando os corpos, as histórias e as violências invisíveis por trás da superfície imaculada do consumo.Mais do que um objeto estático, Reflexos de uma escuridão é uma tentativa de um ato performativo congelado. Uma escultura que não se limita a ser vista, mas que pede para ser decifrada: um argumento visual sobre o peso das costuras, o eco das vozes silenciadas e a urgência de imaginar outros futuros.

ROTEIRO DAS EXPOSIÇÕES

Todas as exposições patentes no Encontro estarão abertas ao público para visita até ao dia 12 de setembro inclusivé. No dia 8 será realizado um roteiro pelas 3 exposições com uma apresentação de cada artista.

Jordann Santos nasceu 1983, em Paris. Em 2002, concluiu o Art Foundation em Suffolk, no Reino Unido, tendo posteriormente frequentado os cursos de Fashion Design na Brighton Fashion School e Design de Moda no Citex, no Porto. Apresentou as suas coleções como criador independente na semana de moda Portugal Fashion de 2008 a 2012. De 2011 a 2020 foi professor no Grupo GUDI/Escola de Moda do Porto, integrando a equipa técnica dos cursos de design de moda, modelação e coordenação de moda. De 2017 a 2020 assumiu os cargos de Coordenador do curso de Coordenação e Produção de Moda, posteriormente de Coordenador do curso de Design de Moda da Gudi. Desde 2013 colabora em paralelo como docente na Escola Profissional Balleteatro. Em 2018 iniciou projeto de 8 anos com a ERASMUS+ Mobilty sendo convidado anualmente a dar formação em escolas belgas enquanto especialista nas áreas de Design de Moda e de Figurinos. Desde 2012 que colabora como figurinista em espetáculos de vários criadores de dança e teatro destacando Joclécio Azevedo, André Mendes, Rogério Nuno Costa, Filipe Caldeira, Né Barros, Renata Portas, Xana Novais, Susana Otero, Joana Castro, Isabel Costa, Miguel Pereira, Cátia Pinheiro, José Nunes, Filipa Caldeira, Pedro Ramos e as Marionetas Mandrágora. Em 2022, concluiu o Mestrado em Artes Cénicas com especialização em figurinos na ESMAE, no Porto. Desde Setembro 2022 colabora enquanto professor convidado na ESMAE.

Pedro Abreu licenciou-se em produção e design de Luz e Som na ESMAE, no Porto. Desde a sua formação esteve envolvido em projetos relacionados com teatro, música, exposições de arte, iluminação arquitetural e cenografia. É criativo de uma banda performativa ‘Melífluo’ e de uma companhia de Teatro ‘Momento - Artistas Independentes’. 

18h15

praça

Apresentação de publicações

sessão 1

Rogério Nuno Costa

Ana Bigotte vieira

Partilha

Neste primeiro momento de apresentação de publicações editoriais com autoria ou participação dos/as envolvidos/as no Encontro, recebemos Rogério Nuno Costa e Ana Bigotte Vieira.

Rogério iniciará a partilha com os livros Psicobiografia de um Herói Perdedor (Rogério Nuno Costa, edição de autor (2022) e  Artes Performativas e Intimidade, catálogo (vários autores, inclui texto de Rogério Nuno Costa com Susana Mendes Silva, Imprensa da Universidade de Coimbra, Coleção Olhares, 2023).

Ana Bigotte Vieira traz-nos os livros do projecto Arquivar o Teatro, A Caixa Preta e Outros Mal Entendidos e dança não dança.

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Rogério Nuno Costa (1978). Artista pós-disciplinar, escritor, investigador, pedagogo e curador. Vive e trabalha entre a Finlândia e Portugal, desenvolvendo trabalho para-artístico e documental de natureza híbrida e anti-objectual, com um interesse especial na criação de acontecimentos performativos que entrelaçam convivialidade, afiliação e especulação. A sua prática explora e problematiza os campos das artes performativas e da literatura nas suas interseções com a filosofia, a teoria de arte, a cultura pop e as ciências sociais e da comunicação. Trabalha com vários artistas na condição de performer, co-criador, dramaturgo e coordenador editorial. Colaborador assíduo das companhias Estrutura, Teatro Praga e Ballet Contemporâneo do Norte. Fez curadoria para diversos projectos artísticos e educacionais. Tem dado formação em escolas artísticas independentes e leccionado em instituições académicas como a Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha), a ArtEZ University of the Arts (Arnhem) e a Universidade do Minho (Guimarães). Membro colaborador do Núcleo de Investigação em Estudos Performativos (CEHUM) e investigador independente no Spaces of Artist Education (Society of Artistic Research). Desenvolve trabalho de escrita ensaística-performativa em publicações de autor e em colaboração com diversos projectos editoriais. Desde 1999, o seu trabalho tem sido apresentado, produzido, co-produzido e/ou apoiado por várias estruturas, festivais, instituições culturais e centros de investigação em Portugal, Finlândia, França, Reino Unido, Bélgica, Países Baixos, Alemanha, Itália, Croácia, Roménia, Lituânia, Letónia, Suécia, Canadá, Estados Unidos e Brasil. Artista Associado d'O Espaço do Tempo (PT) e membro do Globe Art Point (FI). Integrou recentemente o projecto europeu STAGES (Sustainable Theatre Alliance for a Green Environmental Shift) a convite do Teatro Nacional D. Maria II. www.rogerionunocosta.com

Ana Bigotte Vieira. Co-Investigadora Responsável do projeto FCT Archiving Theatre e, juntamente com Maria João Brilhante, ajudou a desenhar e implementar a linha de apoio em parceria CET-DGARTES Arquivos das Artes de Performativas. Presentemente integra a equipa dos projectos "Epistemologias da Documentação de Formas de Afeto e Devir nas Manifestações Culturais em Performance (1969-1979)" (LISBOA2030-FEDER-00914500) e "Performance y curadoría: transformaciones performativas del comisariado, el coleccionismo y la espectaduría desde una perspectiva comparada: España, Portugal, Brasil y Argentina, 2003-2028” (PID2024-156472NB-I00).Publicou "A Caixa Preta e Outros Mal Entendidos- Histórias do Experimental" (Sistema Solar 2025), "Uma Curadoria da Falta - ACARTE 1984-1989" (Sistema Solar 2022) e "dança não dança – arqueologias da nova dança em Portugal" (FCG-IN) com João dos Santos Martins, Ana Dinger e Carlos Manuel Oliveira, com quem organizou recentemente o programa, ciclo de (re)performances e exposição do mesmo nome, VII edição do projeto Para Uma Timeline a Haver, que coordena com João dos Santos Martins desde 2016.Em 2011 recebeu uma menção honrosa PSi Dwight Conquergood em 2011 e, em 2016, a sua tese de Doutoramento recebeu Menção Honrosa Prémio Mário Soares. Foi Visiting Scholar no departamento de Performance Studies da NYU entre 2009 e 2012. Investigadora do IHC e colaboradora do CET, a sua investigação tem incidido sobre a relação entre experimentalismo nas artes e as transformações culturais e urbanas. Licenciou-se em História Moderna e Contemporânea (ISCTE), especializando-se em Ciências da Comunicação - Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias (UNL-FCSH), e em Estudos de Teatro (UL). Iniciou recentemente BRINCAR, um projecto colectivo de investigação histórica e artística que procura trabalhar sobre – e a partir de – experiências artísticas e sociais radicais ocorridos com – e para – a infância nos anos que rodeiam a Revolução de Abril de 1974 e o final do séc. XX.Traduz teatro e filosofia. Entre 2018 e 2023 fez parte da equipa de programação do Teatro do Bairro Alto. Integra a Associação BUALA e o IRI - Institute of Radical Imagination

19h-20h

online

Terapia da cor

Catarina Real

Consulta individual online 1 de 5

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A Terapia da Cor é um projecto-processo-prática experimental de escrita, artepostal e desenho, que faz uso da ideia de pintura expandida e pintura performativa, em conexão com o campo dos estudos afectivos e das práticas de cuidado, para desenvolver experiências terapêuticas. Parte de um domínio experimental de investigação artística que aproxima os gestos artísticos de gestos de ressensibilização do mundo, impactando o domínio sensorial e inferindo na dinâmica psico-emocional do espectador-participante-leitor que com eles se relaciona. Este projecto assenta na certeza de que poderá possibilitar espaços de encontro e diálogo para que os temas de aceleração e desumanização contemporânea possam ser discutidos e expostos interdisciplinarmente, e que a crescente procura por cuidados de saúde complementares possa ser pensada criticamente, consequência de uma sociedade que tenta esconder o esgotamento generalizado por falta de políticas públicas que sirvam os cidadãos e cidadãs. Assenta também na certeza de que a ludicidade e a brincadeira são uma ferramenta útil e necessária para a manutenção do prazer na vida. É um projecto de afirmação de uma prática em que os objectos são uma aparição colateral, e em que o que está realmente a ser trabalhado são as conexões afectivas e as dinâmicas vivas. 

Natural de Barcelos, Catarina Real (1992-) é licenciada em Artes Plásticas – Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Durante a licenciatura criou uma aversão a palavras como disciplina, arte e artista. Como estratégia de manutenção de alguma sanidade, canalizou o nojo para a ressignificação das palavras e a revolta para a reordenação das gramáticas. Estima palavras como periclitante e inútil. Tem vindo a usar interstícios, afectos e relações como principal matéria de construção artística. Estas matérias têm vindo a dirigir o fazer e o aparecer, dirigindo-a às mais diversas áreas de conhecimento de forma a melhor reformular a questão que a acompanha desde circa 2013: como…? É crente na ética e potência de práticas processuais e acredita que toda a criação é colectiva. É praticante de arte postal. É mestre em Ciências da Comunicação – Comunicação e Artes pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde apresentou uma dissertação dedicada a Maria Gabriela Llansol.
Alimenta o universo da edição independente através do seu trabalho em Edições da Ruína. Com as Edições da Ruína participa regularmente em feiras do livro, feiras gráficas e feiras de edição independente, nacional e internacionalmente, em países como Espanha, Croácia e Estados Unidos. É, desde 2019, vice-presidente da associação francesa Artistes en Résidence, que se dedica à manutenção de tempo e espaço para a criação artística sem contrapartidas produtivas. Mantém uma prática de comentário – nas vertentes de textos de reflexão, textos introdutórios a exposições, entrevistas e moderação de conversas – às obras e processos realizados pelos artistas na sua faixa geracional, com a intenção de contribuir para um ambiente salutar de crítica e criação comunitária.
Apresentou publicamente o seu trabalho em instituições tais como Teatro Municipal do Campo Alegre, Galeria Municipal do Porto, Museu Amadeo de Souza-Cardoso, etc.; espaços independentes tais como Rua do Sol, Plataforma Revólver, Campanice, Graciosa, Laboratório das Artes, Sol Pele, etc.; e galerias como Kubik Gallery, Galeria Madragoa, No.no Gallery e Galeria Graça Brandão.

21h30

praça central

50'

M/6

Metafísica do sopro

Francisco Correia

Performance sonora

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Francisco Correia apresenta: Metafísica do Sopro. 
Um concerto com projeção vídeo, ancorado numa investigação sobre as paisagens culturais e a biodiversidade das regiões de Penela e Condeixa, onde sons analógicos, acústicos e digitais sintetizados, gravações de campo, se entrelaçam com as imagens projetadas, numa linguagem simultaneamente ambiental e experimental.
A relação entre o ser humano e o mundo natural é apresentada como um organismo complexo e dinâmico, cujo movimento e respiração simbolizam as forças vitais que sustentam tanto a biodiversidade da região quanto as dinâmicas culturais ali enraizadas - o ponto de encontro do cosmos com o espaço metafísico, onde este se mistura com o mundo.

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Francisco Correia (Coimbra)
Músico, compositor, investigador, sonoplasta e performer.
Foi membro da banda Wraygunn durante uma década e é a divindade criativa do projeto BØDE.
Enquanto compositor e criador sonoro, o seu foco está na exploração da música electrónica, experimental, electroacústica, improvisada, concreta e por concretizar.
Nas artes performativas e visuais, tem colaborado com: Andresa Soares, Apneia Colectiva, Carlota Lagido, CITAC, Circolando/CRL, DEMO, Elizabete Francisca, Francisca Manuel, Gil Mac, Gonçalo Mota, Margarida Cabral, Miguel Pereira, Rafael Alvarez, Teatro do Morcego, TEUC, entre outros.
É artista fundador da O Lugar do Meio – Associação Cultural e Ambiental (Alfafar - Penela) e da Phantasma – Associação Cultural (Vila do Conde).

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