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dia #5

sábado 12.09.2026

10h00-11h30

praça

Itinerário - Genealogia do regresso a casa

Um encontro enquanto performance

Rogério Nuno Costa

pequeno-almoço experimental

04_Itinerário_ geologia de um regresso a casa © Filipe Ferreira (2025) - Rogério Nuno Cost

Rogério Nuno Costa (1978). Artista pós-disciplinar, escritor, investigador, pedagogo e curador. Vive e trabalha entre a Finlândia e Portugal, desenvolvendo trabalho para-artístico e documental de natureza híbrida e anti-objectual, com um interesse especial na criação de acontecimentos performativos que entrelaçam convivialidade, afiliação e especulação. A sua prática explora e problematiza os campos das artes performativas e da literatura nas suas interseções com a filosofia, a teoria de arte, a cultura pop e as ciências sociais e da comunicação. Trabalha com vários artistas na condição de performer, co-criador, dramaturgo e coordenador editorial. Colaborador assíduo das companhias Estrutura, Teatro Praga e Ballet Contemporâneo do Norte. Fez curadoria para diversos projectos artísticos e educacionais. Tem dado formação em escolas artísticas independentes e leccionado em instituições académicas como a Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha), a ArtEZ University of the Arts (Arnhem) e a Universidade do Minho (Guimarães). Membro colaborador do Núcleo de Investigação em Estudos Performativos (CEHUM) e investigador independente no Spaces of Artist Education (Society of Artistic Research). Desenvolve trabalho de escrita ensaística-performativa em publicações de autor e em colaboração com diversos projectos editoriais. Desde 1999, o seu trabalho tem sido apresentado, produzido, co-produzido e/ou apoiado por várias estruturas, festivais, instituições culturais e centros de investigação em Portugal, Finlândia, França, Reino Unido, Bélgica, Países Baixos, Alemanha, Itália, Croácia, Roménia, Lituânia, Letónia, Suécia, Canadá, Estados Unidos e Brasil. Artista Associado d'O Espaço do Tempo (PT) e membro do Globe Art Point (FI). Integrou recentemente o projecto europeu STAGES (Sustainable Theatre Alliance for a Green Environmental Shift) a convite do Teatro Nacional D. Maria II. www.rogerionunocosta.com

11h45

blackbox

15'

M/6

re(main

Maria Ana Diogo

Performance dança

Num universo de mãos, as palavras surgem desfocadas. Torneiam uma outra linguagem – indefinida, familiar. Um corpo-mãos em solitude acompanhada.

re)main surge da pesquisa acerca da linguagem das mãos – mãos que (trans)formam corpo. Acontece dentro e à volta das palavras de Kazuo Ohno num estudo improvisado que apenas conhece o seu início e os possíveis caminhos para se abrir.

Foto cartaz re)main - maria ana diogo_ed

Maria (Porto, 1988) é bailarina e criadora. Formou-se na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal e realizou um intercâmbio com a escola KUNST!HUMANIORA, na Bélgica. Fez parte de companhias como CeDeCe-Companhia de Dança Contemporânea, North Dance Company e Vórtice Dance Company, dançando pela Europa e Estados Unidos. Integrou uma coprodução com o Macedonian Opera Ballet e colaborou com coreógrafos como Thaddeus Davis, Jonathan Hollander, Iolanda Rodrigues, Daniel Cardoso, Fernando Duarte e Jochen Heckmann.
Criou a peça de grupo "(sinestesia)" e co-criou o dueto "Wonderlust". Em Dezembro de 2024, participou no Pina Bausch Repertory Lab, em Berlim, experiência que provocou uma viragem significativa no seu percurso artístico. Em 2025, dança a sua primeira criação a solo “LIBERTAÇÃO-LIBERATION”, com estreia na Mostra Jovens Coreógrafos 2025. Enquanto artista em residência no c.e.m - centro em movimento, durante o ano de 2026, inicia os estudos improvisados das criações "re)main" e "if i may ask".
Dedica-se à investigação do movimento como caminho de revelação de uma linguagem partilhada, encontrando na prática de uma escuta sensível a abertura das possibilidades.

14h30

praça central

120'

Sononautas - Ecoescuta  

Henriques Fernandes

Workshop

Sononautas – Ecoescuta propõe-se a habitar o lugar do outro — do não humano, do intraduzível. Através de uma escuta deslocada e atenta, procura abrir passagens para novas perspetivas auditivas e dimensões sonoras invisíveis.

Nesta oficina participativa, inventam-se e exploram-se dispositivos de escuta expandida, construídos a partir de materiais simples, como cartão e elementos naturais recolhidos pelos participantes.

Partindo da ideia dessa outra escuta — a das árvores, das pedras, dos ventos e de tantas outras presenças que nos rodeiam — procura-se escutar além da paisagem, reconhecendo que ela própria também escuta, ressoa e nos devolve ecos e silêncios.

O projeto Sononautas é uma criação da Sonoscopia Associação Cultural, em colaboração com o Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), contando ainda com a coprodução do Centro Cultural de Belém (CCB), através da Fábrica das Artes.

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16h45

nave central

Retratos da dança em Portugal  

Ana Dinger e Elisa Worm

Partilha de processo de criação do livro

Em 2026, será lançada a primeira publicação da série editorial do Ballet Contemporâneo do Norte, dedicada ao estudo da dança contemporânea em Portugal e à valorização do trabalho de quem contribuiu para a descentralização da dança no país, situando a sua atividade para além da capital. A edição inaugural é consagrada a Elisa Worm, fundadora do BCN, e nasce de vários diálogos em que, deambulando pelos meandros da memória, se foram revelando certos episódios, certas questões, certas histórias. Esta é uma conversa sobre essas conversas.

Fragmento a fragmento, emerge uma trajetória: um esboço biográfico, um ensaio entre ensaios. Como numa fotografia dos anos 1960, impressa há seis décadas, as histórias chegam até nós com pó, riscos, fissuras, lacunas — com essa atividade mais ou menos microscópica que transforma a superfície numa temporalidade dilatada. Tal como a imagem, as histórias revelam e ocultam, jogam entre a luz e a sombra. Há histórias que contam o que as imagens não dizem; há imagens que mostram o que as histórias não contam.

Como escrever um livro sobre alguém? Que rasto é este que se produz, e o que faz, o que pode fazer? Como fazer justiça ao emaranhado de uma vida no espaço necessariamente limitado de um livro? Como traçar um mapa que seja menor do que a vida e que, ainda assim, retenha algo da sua totalidade como fractal? Como traduzir em palavras aquilo que delas incessantemente transborda?

Elisa Worm - 1969 - Moçambique_edited.png

Ana Dinger dedica-se à investigação, artística e académica, atravessando ou combinando disciplinas. Estudou na Escola Secundária Soares dos Reis e na FBAUP, obtendo, pela FBAUL, em 2008, o grau de licenciatura em Artes Plásticas-Escultura. Frequentou o Ginasiano, o Balleteatro, o Centro de Dança do Porto, o Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Forum Dança (2003) e o bacharelato da ESD (2003-04). Completou pós-graduação em Arte Contemporânea, na UCP, em 2011, onde é doutoranda em Estudos de Cultura. Tem iniciado e/ou colaborado com vários projetos de programação/curadoria, investigação, criação e experimentação artísticas: AND Lab (desde 2015), Para uma Timeline a Haver: genealogias da dança como prática artística em Portugal (2019-2025), Es.Col.Az (desde 2021), Assembleia Ordinária (2021-2024) e O que é feito de si, Margarida de Abreu? (desde 2022). Da colaboração com a Timeline releva co-curadoria, com Ana Bigotte Vieira, João dos Santos Martins e Carlos Manuel Oliveira, da 7ª edição — dança não dança: arqueologias da nova dança em Portugal (2023-2025) — que comportou um ciclo de (re)performances, filmes e conversas, uma exposição patente na Fundação Calouste Gulbenkian e um livro-catálogo, do qual é coeditora e coordenadora editorial. O trabalho editorial — conceptualização, coordenação e edição — ocupa-a cada vez mais, destacando: Caixa-livro AND (2019) e Modus Operandi AND: The Handbook (2024); Labirinto (2025), de David Marques; livro-arquivo dos encontros do grupo de investigação d’O RUMO DO FUMO (2021-2024); e, a convite do Ballet Contemporâneo do Norte, a autoria dos primeiros volumes de uma série de publicações, a primeira sobre Elisa Worm e a segunda sobre Pirmin Treku.

Elisa Worm nasce em Lisboa em 1939, tendo uma vasta carreira como bailarina, coreógrafa, professora e coordenadora artística de grupos e companhias como o Dança Grupo e o Ballet Contemporâneo do Norte. Inicia a sua formação como bailarina clássica com Margarida de Abreu no Conservatório, participando em espetáculos do Círculo de Iniciação Coreográfica entre 1956 e 1957. Em 1958, integra o elenco dos Ballets de Lisboa, agrupamento sob direção de Águeda Sena e Fernando Lima, uma das primeiras iniciativas profissionalizantes de dança a obter apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Nos anos letivos de 1958/59 e 1959/60 frequentou a The Royal Ballet School, sob direção de Ursula Moreton, em Londres. Em 1962 e 1963, faz parte do recém-criado Grupo Experimental de Ballet (do Centro Português de Bailado), em Lisboa, que, sob a tutela da Fundação, se virá a tornar Grupo Gulbenkian de Bailado. Dando continuidade à sua carreira como bailarina na Alemanha, trabalha em teatros municipais nas cidades de Krefeld, Oldemburgo e Berlim, onde se estabelece por alguns anos, lecionando, estudando e colaborando com Tatjana Gsovsky (e a sua filha Ljena) e Miloslav Lipinsky. Regressada a Portugal, integra o Grupo Gulbenkian de Bailado em 1969, dirigido então por Walter Gore. Mantém-se parte da companhia durante a direção de Milko Sparemblek e no período imediatamente a seguir ao 25 de Abril, saindo em 1975, ano em que a companhia passa a denominar-se Ballet Gulbenkian. Ainda em 1974, faz exame de certificação de professora de Técnica de Dança Clássica no Conservatório Nacional, onde dará aulas durante seis anos, assumindo também o cargo de Presidente do Conselho Diretivo da Escola de Dança. Em 1979, funda o Dança Grupo, considerado a primeira companhia de dança portuguesa independente pós-25 de Abril. Em 1995, alguns anos depois da dissolução do Dança Grupo, funda o Ballet Contemporâneo do Norte (inicialmente com sede em Estarreja e, mais tarde, em Santa Maria da Feira). Mais recentemente, integra a Companhia Maior, participando dos elencos de vários espetáculos entre 2011 e 2024.

16h45

nave central

30'

M/10

Baile de verão 

Catarina Casqueiro e Marta Almeida

Performance

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“Baile de Verão” é um dueto ao ar livre inspirado na atmosfera dos bailes populares portugueses e das danças tradicionais. Enraizada na energia comunitária destes encontros — onde as pessoas dançam, observam, se encontram e convivem — a obra explora ritmos, dinâmicas e gestos como base para uma linguagem coreográfica que se move entre a composição e a improvisação. Através de uma construção física e musical gradual, transforma o espaço público num lugar de celebração e convívio, aproximando intérpretes e público numa experiência partilhada. Em vez de representar uma festa, a peça propõe a dança como um espaço de encontro, prazer, ligação e presença coletiva.

Catarina é uma artista do movimento cuja carreira se distingue pela ousadia, curiosidade e pela constante procura de novas linguagens corporais. Formou-se na Escola de Dança do Conservatório Nacional e iniciou o seu percurso profissional com um estágio na Kibbutz Contemporary Dance Company, em Israel, com o apoio de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Mais tarde integrou a companhia portuguesa Vórtice, continuando a enriquecer a sua formação em diferentes partes do mundo, nomeadamente na Bélgica (P.A.R.T.S.), nos Estados Unidos (Nova Iorque e Los Angeles – Dana Foglia Program), na Alemanha (Share) e em Itália (Orsolina, com Juliano Nunes e FLOCK). Ao longo do seu percurso trabalhou com reconhecidos coreógrafos como Marco Ferreira, Alice Klock & Florian Lochner (FLOCK), São Castro & António Cabrita, René Vinther, Pedro Ramos, Nélia Pinheiro, Filipa Peraltinha, Miguel Esteves e Gonçalo Lobato, em colaboração com Jorge Reis.

Em 2023 e 2024 estreou obras originais como “Deep(in)”,  para o Projeto Quorum, a convite de Daniel Cardoso, e “Transformers”, para a Kayzer Ballet Company, a convite de Ricardo Runa. Em 2025 criou “Tic-Tac” para a Funchal Junior Company e “The Case of the Silent Shadow” para o Estúdio 13, nos Açores. Em 2026 foi convidada por Vasco Alves para criar uma peça curta para um grupo de bailarinos de hip hop, com os quais desenvolveu “Lights Out”.
Para além do palco, Catarina desenvolve trabalho na área do audiovisual como diretora de movimento e coreógrafa para campanhas publicitárias, teatro, videoclipes e séries. Entre os seus projetos destacam-se a série “Emília” (RTP1), escrita e realizada por Filipa Amaro e produzida por Maria Mayer; a direção de movimento para a campanha da marca Bastille, realizada por Francesco Bonasia e produzida pela More Maria; a coreografia da campanha “Safe Volunteering”, para a CASES – Portugal Voluntário, produzida pela Bonzi; os dois mais recentes anúncios da Cofidis, realizados por Frederico Oliveira e produzidos pela Krypton e duas peças produzidas pelo Tiago Fernandes no teatro Amélia Rey Colaço.

Desde 2018, em parceria com Tiago Coelho, Catarina tem vindo a desenvolver projetos coreográficos que exploram a simbiose entre corpos, as ilusões óticas e os limites do corpo físico, tanto em criações a solo como em dueto. As suas obras têm sido amplamente reconhecidas internacionalmente, destacando-se:

1.º Prémio no Prospettiva Danza Teatro International Competition (Itália); sete distinções no Teatri Riflessi International Performing Arts Festival, incluindo o 1.º Prémio, o Prémio do Público e o Prémio da Crítica; 1.º Prémio no ModafeKorea Dance Competition (Coreia do Sul); 3.º Prémio e Prémio do Público no Linkage International Choreographic Competition (Bulgária); e Prémio do Público no SoloDuo Festival (Alemanha). Foram ainda convidados a apresentar o seu trabalho em Turim, no MasDanza, e em Taiwan, no Straybirds Festival, tendo igualmente recebido apoio da EFFEA, em parceria com a Companhia de Dança de Almada, para uma residência artística internacional dedicada à criação e apresentação de “Forget Me Not”.

Catarina faz de momento, parte da nova tour de Marco Ferreira “F*cking Future”.
 

Marta Almeida licenciou-se na Escola de Dança do Conservatório Nacional, em Lisboa, e, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, prosseguiu a sua formação no Ballet Junior de Genève. Desde 2015, trabalha como intérprete, coreógrafa e assistente de criação e ensaios, colaborando com diversos artistas e companhias. É mestre em Ensino da Dança e mestre em Criação Coreográfica pela Escola Superior de Dança. Criou os solos *(Dis)Forma* (2024), *No Ar: 1093.4MHz* e *Tempo Morto* (2025). Paralelamente à sua prática artística, trabalha na área da produção cultural e leciona no âmbito da formação profissional em dança, do ensino superior e de projetos de intervenção comunitária.

19h15

praça central

Clamor

Margarida Monteny

Apresentação de projeto / conversa

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Margarida Montenÿ é acrobata aérea e performer, com uma prática situada no cruzamento entre circo contemporâneo e artes performativas. A sua pesquisa parte de dispositivos de reação e da construção de situações performativas que convocam estados de intimidade, força e vulnerabilidade, ativados por dinâmicas de conflito, dissonância, afeto e proximidade. Criou BLUE (2023) e Simulacro (2022, com Carminda Soares). Em 2024, foi distinguida com o Prémio Jovens Artistas – Coliseu Porto Ageas. Para este Encontro de Artes Performativas propõe um possível desdobramento do projeto Clamor, projeto atualmente em circulação, articulando corpo, som e arquitetura como matéria performativa, aprofundando uma investigação sobre presença, ressonância e gesto.

20h30

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Gala

Filipa Duarte e Miguel Pereira

Performance

Ao longo da história, as cerimónias de entrega de prémios afirmaram-se como espaços de reconhecimento, celebração e consagração do mérito. Esta gala recupera esse ritual, respeitando a solenidade, o protocolo e a grandiosidade que lhe são característicos.

Ao longo da noite, serão distinguidos feitos memoráveis, talentos excecionais e contributos incontornáveis para áreas tão relevantes quanto improváveis. Cada prémio resulta de um criterioso processo de seleção conduzido por um júri de competência... difícil de comprovar.

Naturalmente, todas as categorias, nomeados, vencedores e respetivos méritos são inteiramente fictícios. O júri também. A pertinência dos prémios é altamente discutível.
Mas a gala acontece na mesma.

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Filipa Duarte - Águas Santas-Maia, 1997. Foi aluna do ESTÚDIO B em 2012, integrando a primeira turma do curso. Em simultâneo,participou, até 2017, no projeto de danças urbanas Soul Kool, com a direção de Francisco Almeida (Pako Soul Kool).Formou-se como Intérprete de Dança Contemporânea pelo Balleteatro Escola Profissional. Em 2016 frequentou a FormaçãoAvançada em Interpretação e Criação Coreográfica na Companhia Instável-Porto, tendo estreado a sua primeira criação asolo, "Sahasrara-Lótus de Mil Pétalas". Em 2017, a convite de Yannis Adoniou, frequentou um semestre na Escola Dansartena cidade de Patras, Grécia. Desde 2016, colabora com o Espaço T em vários projetos e nos seus ateliers de dançainclusiva, onde todos os anos apresenta uma criação no Festival Corpo- Evento. Em 2018 dançou “Mysterium Coninctionis”,de Joana von Mayer Trindade. Em 2019, desenvolveu “Ophelia" quando concluiu o Programa Avançado de Criação em ArtesPerformativas 3, com a curadoria de Vânia Rovisco, no Fórum Dança, Lisboa. Em 2020, desenvolve o solo “Bleak”. Em 2021dançou “O Melhor do Mundo” e “Iniciação” para o Ballet Contemporâneo do Norte; participou no filme “A Viagem do Rei”, deRoger Mor e João Pedro Moreira; interpretou e criou, em colaboração com Guilherme Barroso, “Não Vamos Mudar Nada(título momentâneo)”. Em 2022, interpretou e criou “Ensaio para o Eclipse Emocional” em colaboração com Diogo M. Santos;colaborou como intérprete no espetáculo- instalação “O meu primeiro Corpo”, uma criação da Estrutura, em coprodução como Ballet Contemporâneo do Norte e participou como produtora e artista convidada no RE=INICIAR Encontro de ArtesPerformativas do Ballet Contemporâneo do Norte. Em 2023 dança "ALBA"-Ballet Contemporâneo do Norte e a OrquestraFilarmónica Portuguesa. Desde 2016 dedica-se também à produção, colaborando com estruturas como Circular-Festival deArtes Performativas e Ballet Contemporâneo do Norte, entre outros artistas individuais e coletivos artísticos.

​Miguel Pereira frequentou a Escola de Dança do Conservatório Nacional e a Escola Superior de Dança, em Lisboa. Foi bolseiro em Paris (Théâtre Contemporain de la Danse) e em Nova Iorque com uma bolsa do Ministério da Cultura. Como intérprete trabalhou, entre outros, com Filipa Francisco, Francisco Camacho e Vera Mantero. Participou na peça e no filme “António, Um Rapaz De Lisboa” de Jorge Silva Melo, trabalhou com Jérôme Bel em “Shirtologia (Miguel)” (1997) e foi intérprete em “Les Inconsolés” de Alain Buffard, na remontagem da peça em 2017. Como criador destaca os trabalhos “Antonio Miguel”, peça com a qual recebeu o Prémio Revelação José Ribeiro da Fonte do Ministério da Cultura e uma menção honrosa do prémio Acarte/Maria Madalena Azeredo Perdigão (2000), “Notas Para Um Espectáculo Invisível” (2001), Data/Local (2002), “Corpo de Baile” (2005), “Karima meets Lisboa meets Miguel meets Cairo”, uma colaboração com a coreógrafa egípcia Karima Mansour (2006), “Doo” (2008), “Antonio e Miguel”, uma nova colaboração com Antonio Tagliarini (2010), “Op. 49” (2012), “WILDE” (2013) uma colaboração com a mala voadora, “Repertório para Cadeiras, Figurinos e Figurantes” (2015) para o Ballet Contemporâneo do Norte, “Peça para Negócio” e “Peça feliz” (2017), “Era um peito só cheio de promessas” (2019), “Falsos Amigos” (2021) em colaboração com Guillem Mont de Palol, e “Miquelina e Miguel” (2022) a partir da relação entre Miguel e a sua mãe, de 87 anos diagnosticada com demência. Em 2003, 2007 e 2015 criou para o repertório da Transitions Dance Company/Laban Centre as peças “Transitions”, “Transitions II” e “Transitions III” que integraram a tournée nacional e internacional da companhia (2003/2004, 2007/2008 e 2014/2015). No ano de 2003 foi alvo de uma mini-retrospectiva nas Caldas da Rainha, integrada no ciclo “Mapas” organizado pela Transforma-AC em colaboração com a ESTGAD. O seu trabalho tem sido apresentado em toda a Europa, Brasil, Uruguai e Chile, e é professor convidado em diferentes estruturas nacionais e internacionais. Desde 2000, convidado por Vera Mantero, é artista associado da estrutura O Rumo do Fumo.

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